quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resenha do livro Inferno, de Dan Brown

  Eu li o livro em Dezembro de 2014, faz pouco tempo. Assim que eu o li, decidi fazer essa resenha no site Skoob. Ai vai ela:

Antes de prosseguir, quero deixar claro que eu aprecio os livros deste autor e Simbolo Perdido é o que eu mais admiro e acredito ser o melhor. Gosto muito deste.

[SEM SPOILERS]

  Em Inferno, Dan Brown traz o protagonista Robert Langdon de volta para mais uma aventura em uma cidade histórica, cheia de segredos, monumentos e obras de arte de valor inestimável. Desta vez a escolha é Florença, Itália. O livro começa já em um ritmo acelerado, com uma assassina atrás de Langdon, que estava internado em um hospital. Sem se lembrar de nada dos últimos dias, o professor acaba se aliando à doutora Sienna Brooks, uma jovem com seus próprios “problemas” e demônios internos.
    De forma ampla, o autor usa a exata receita dos outros três livros nessa obra: Langdon, seguindo uma trilha de pistas e charadas acompanhado de uma simpática side-kick, para tentar impedir um plano maligno de um lunático qualquer. Apesar de, como eu disse anteriormente, ter começado com um ritmo alto, a trama não é capaz de se manter assim constantemente. Muitos momentos são chatos e repetitivos, com as mesmas reações que os personagens sempre têm nos outros livros, como por exemplo, uma súbita clareada na mente ao decifrar uma charada seguido de uma inevitável exaltação. Isso se repete várias vezes. O final não é a melhor parte da história, pois é parada e decepcionante.
    O vilão do livro é alguém que é aficionado por Dante Alighieri e sua mais famosa obra: A Divina Comédia. Ele tem um gosto especial pela primeira parte do poema, Inferno, (de onde deriva o nome do livro) e tem ideias radicais a respeito disso e do futuro que nós estamos trilhando. É um dos melhores personagens do livro por vários motivos que falarei mais a seguir.
    A história é cheia de reviravoltas e também de reviravoltas da reviravolta. Sim, é meio confuso, mas é verdade. Isso tornou, para mim, um ponto neutro. Um leitor sempre espera uma reviravolta, mas ninguém espera outra, acima disso. Em alguns momentos você pode ser levado a acreditar em algo que não é verdade, ocasionando em um choque na hora das revelações. Isso foi um ponto positivo, pois fugiu de ALGUNS clichês de Dan Brown.
  Ademais, vale a pena ler sim, é uma boa leitura para se passar a tarde.


[SPOILERS]


    O livro me decepcionou bastante por vários motivos. Sendo os principais: Não há vilões. Com tantas reviravoltas no roteiro, você acaba descobrindo que todos são bonzinhos, afinal. O Consórcio, é apenas uma empresa que teve o azar de contratar o cliente errado. Sienna, que parecia estar ajudando o cara mau, só estava agindo por conta própria. Apesar de tudo, ela não teve envolvimento no projeto maligno. Uma coisa me intriga. Logo no inicio, a agente do consórcio com cabelo espetado (não me lembro o nome) avistou outro agente “B” (também não lembro o nome dele. Vamos chama-lo de B) invadindo o apartamento de Sienna, então lhe cai a ficha de que ela havia sido afastada e excluída, em todos os sentidos. Mas mais adiante, descobrimos que o B não é do consórcio, e sim do Governo. Então qual seria o motivo dela pensar que havia sido “demitida” pela chegada do rival? Acredito que isso não foi explicado no livro.
    No fim, a bomba já havia sido destruída e todos já foram infectados. Isso me lembra do filme Indiana Jones e os caçadores da Arca, pois o final da história iria acontecer do mesmo jeito, independente da interferência dos protagonistas. Isso é o ponto forte do livro, em minha opinião, é o que difere este livro dos demais. Sempre me questionei o motivo dos caras maus deixarem uma trilha para os mocinhos, já que eles só têm a perder neste caso. Aqui, ele simplesmente pegou e fez, sem ligar para ser impedido ou não.  A morte dele foi a cereja acima do bolo (quando ele morreu a praga já havia se espalhado e ninguém sabia dela ainda). Fazendo isso, ele se mostrou intocável, e mostrou que não precisa dos outros para arquitetar seus planos diabólicos.
    Como qualquer livro de Dan Brown, está recheado de conspirações e temas polêmicos. Aqui discutimos e refletimos sobre a população que cresce descontroladamente. Tendo como base o Inferno de Dante, o cientista cria uma praga que causa esterilidade em aproximadamente um terço da população mundial, e isso é passado hereditariamente. Um terço da população sempre seria estéril. Essa foi a solução pensada por ele, uma praga efetiva que ao contrário da Peste Negra, que havia sido “boa”, mas que durara pouco, seria efetiva para sempre.
    O bom, é que conhecemos obras de artistas mais a fundo, uma coisa que eu aprecio nos livros de Dan Brown. Além de Florença, também conhecemos Veneza e um pouco de Istambul. Pessoalmente, como apreciador da obra-prima de Dante, não pude deixar de ler este livro. É ótimo para apresentar ao novo publico que a desconhece, e não decepciona em instigar a leitura dele.
    Minha nota é três de cinco pelos motivos resumidos já citados: O vilão me conquistou, pois ele venceu, e eu não gostei que só houvesse mocinhos com diferentes motivações. O que me desagradou foi todo o teatro que fizeram para o Langdon, com todo o lance do hospital e tudo mais. Mas é mais do mesmo, Dan Brown não evoluiu sua escrita. Outra diferença deste para os outros livros de Langdon é que já começa no meio (pois ele havia perdido sua memória). A conduta da mulher de cabelo espetado também é muito bizarra e anormal, sabendo da verdade após o fim. Nenhuma grande aventura espetacular acontece aqui.
    O fim do livro é chato e totalmente previsível, com “todos de mãos dadas para salvar o mundo”. E quase que o vilão também é do bem, pois a moça dos cabelos prateados não pretende reverter a situação, aparentemente. No mais, acredito que transmiti todos os meus pensamentos a respeito do livro. Aqui contém minha sincera opinião e espero que me desculpem se houver algum erro, tanto gramatical quanto em relação ao livro. Ademais, obrigado para quem leu até aqui!

  Abraços. 

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