sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

   Quero escrever uma história sobre o fantástico e horroroso mundo de HP Lovecraft. Meu primeiro contato com esse escritor, assim como alguns de vocês, foi em South Park. Talvez por causa da minha idade e por certas inoportunidades esse foi o único meio de apresentação que eu tive a ele. Eu devia ter uns 14 ou 15 na época em que um amigo meu me levou até sua casa para apresentar o desenho, que apesar de já ter ouvido falar nunca realmente tinha assistido. Como eu não tinha TV por assinatura em casa, foi realmente uma novidade. Mas voltando ao assunto principal do texto, na décima quarta temporada do desenho, temos um arco de episódios envolvendo Cthulhu.
   Cthulhu é uma criatura divina criada pelo escritor HP Lovecraft. Como fã do desenho, meu colega tratou de descobrir tudo a respeito disso e logo ele veio com o papo de que precisávamos invocar tal divindade através do Necronomicon, um livro que ele jura (até hoje) que é real. Na época eu recusei, pois eu tinha medo de mexer com essas coisas. Hoje eu vejo como isso é uma baboseira.
   Ele teve um surto, virou fanático por Lovecraft, e na semana seguinte ele nem lembrava mais o nome do Cthulhu. E foi isso.
   Agora, muito tempo depois, estava eu pesquisando sobre seres mitologicos para escrever uma história, e não encontrei nada que não tenha sugado por outros artistas ainda. É difícil hoje em dia criar uma história sobre vampiros, lobisomens ou zombis sem ser comparado com trabalhos já existentes. Não que eu não dê conta, mas eu prefiro criar algo mais em branco. Enfim, foi quando subitamente lembrei-me do Lovecraft. Pus-me a pesquisar e logo tive uma base pouco explorada atualmente, com uma grade gigantesca de opções para criar.
   Comecei a ler uma Antologia do escritor de 888 páginas com muitas obras dele (não posso afirmar que são todas, mas deve ser a maioria ao menos) e estou gostando muito. Arrisco a dizer que o terror dele é melhor que o de Stephen King, mesmo os dois serem de estilos diferentes e de épocas longínquas. Seu terror é psicológico e solitário, suas palavras transmitem um ar escuro, sujo, monstruoso e horrendo. Posso estar enganado, mas esse deve ser o estilo que mais admiro e mais tenho vontade de escrever sobre.
   HP Lovecraft criou um universo “pseudo-mitologico”, como dizem alguns, com um folclore suficientemente grande para um escritor se aventurar por ele sem se cansar. Até onde eu sei, a última referência a ele foi em South Park mesmo. A hippie momentânea pode ter tido seu ápice nos anos 80 e 90, mas os seguidores de sua cultura apenas aumentam com o passar das décadas.
Estou lendo sua antologia e estou satisfeito com a leitura. É algo muito cansativo e prazeroso ao mesmo tempo, pois eles foram escritos a mais ou menos 90 anos atrás e em outra língua, logo é usado palavras mais incomuns, tornando a leitura mais demorada. E vale a pena.
   Meu objetivo é entender seus monstros, sua cultura, sua geografia, sua mitologia no geral, para não escrever qualquer merda. Já cometi o erro de fazer isso em uma história sobre World of Warcraft e o resultado foi desastroso. Anos depois, quando eu li o que eu tinha escrito e já tinha um conhecimento muito maior sobre o jogo, percebi que era mais fácil modificar os personagens e um pouco da trama para criar algo completamente original.
   Pensei em escrever sobre um jovem investigando algo, que pode descobrir ser de alguma família importante cujo o sobrenome já tenha sido mostrado nos contos originais de Lovecraft, ou mesmo um próprio descendente do escritor, que descobriu que as histórias são todas reais. Mas logo vi O Chamado de Cthulhu e já larguei mão, além da trama ser superficial ainda seria copia. Só tenho certeza que se passara no nosso presente, e o protagonista será cético enquanto a existência dos seres. Talvez eu faça uma protagonista feminina, não sei ainda.
   Encerrando o texto, recomendo a todos a leitura das obras de HP Lovecraft, com certeza irão adorar. Assim que eu começar a desenvolver meu projeto postarei aqui no Blog.
   Até mais, e obrigado pelos peixes!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Resenha do livro Inferno, de Dan Brown

  Eu li o livro em Dezembro de 2014, faz pouco tempo. Assim que eu o li, decidi fazer essa resenha no site Skoob. Ai vai ela:

Antes de prosseguir, quero deixar claro que eu aprecio os livros deste autor e Simbolo Perdido é o que eu mais admiro e acredito ser o melhor. Gosto muito deste.

[SEM SPOILERS]

  Em Inferno, Dan Brown traz o protagonista Robert Langdon de volta para mais uma aventura em uma cidade histórica, cheia de segredos, monumentos e obras de arte de valor inestimável. Desta vez a escolha é Florença, Itália. O livro começa já em um ritmo acelerado, com uma assassina atrás de Langdon, que estava internado em um hospital. Sem se lembrar de nada dos últimos dias, o professor acaba se aliando à doutora Sienna Brooks, uma jovem com seus próprios “problemas” e demônios internos.
    De forma ampla, o autor usa a exata receita dos outros três livros nessa obra: Langdon, seguindo uma trilha de pistas e charadas acompanhado de uma simpática side-kick, para tentar impedir um plano maligno de um lunático qualquer. Apesar de, como eu disse anteriormente, ter começado com um ritmo alto, a trama não é capaz de se manter assim constantemente. Muitos momentos são chatos e repetitivos, com as mesmas reações que os personagens sempre têm nos outros livros, como por exemplo, uma súbita clareada na mente ao decifrar uma charada seguido de uma inevitável exaltação. Isso se repete várias vezes. O final não é a melhor parte da história, pois é parada e decepcionante.
    O vilão do livro é alguém que é aficionado por Dante Alighieri e sua mais famosa obra: A Divina Comédia. Ele tem um gosto especial pela primeira parte do poema, Inferno, (de onde deriva o nome do livro) e tem ideias radicais a respeito disso e do futuro que nós estamos trilhando. É um dos melhores personagens do livro por vários motivos que falarei mais a seguir.
    A história é cheia de reviravoltas e também de reviravoltas da reviravolta. Sim, é meio confuso, mas é verdade. Isso tornou, para mim, um ponto neutro. Um leitor sempre espera uma reviravolta, mas ninguém espera outra, acima disso. Em alguns momentos você pode ser levado a acreditar em algo que não é verdade, ocasionando em um choque na hora das revelações. Isso foi um ponto positivo, pois fugiu de ALGUNS clichês de Dan Brown.
  Ademais, vale a pena ler sim, é uma boa leitura para se passar a tarde.


[SPOILERS]


    O livro me decepcionou bastante por vários motivos. Sendo os principais: Não há vilões. Com tantas reviravoltas no roteiro, você acaba descobrindo que todos são bonzinhos, afinal. O Consórcio, é apenas uma empresa que teve o azar de contratar o cliente errado. Sienna, que parecia estar ajudando o cara mau, só estava agindo por conta própria. Apesar de tudo, ela não teve envolvimento no projeto maligno. Uma coisa me intriga. Logo no inicio, a agente do consórcio com cabelo espetado (não me lembro o nome) avistou outro agente “B” (também não lembro o nome dele. Vamos chama-lo de B) invadindo o apartamento de Sienna, então lhe cai a ficha de que ela havia sido afastada e excluída, em todos os sentidos. Mas mais adiante, descobrimos que o B não é do consórcio, e sim do Governo. Então qual seria o motivo dela pensar que havia sido “demitida” pela chegada do rival? Acredito que isso não foi explicado no livro.
    No fim, a bomba já havia sido destruída e todos já foram infectados. Isso me lembra do filme Indiana Jones e os caçadores da Arca, pois o final da história iria acontecer do mesmo jeito, independente da interferência dos protagonistas. Isso é o ponto forte do livro, em minha opinião, é o que difere este livro dos demais. Sempre me questionei o motivo dos caras maus deixarem uma trilha para os mocinhos, já que eles só têm a perder neste caso. Aqui, ele simplesmente pegou e fez, sem ligar para ser impedido ou não.  A morte dele foi a cereja acima do bolo (quando ele morreu a praga já havia se espalhado e ninguém sabia dela ainda). Fazendo isso, ele se mostrou intocável, e mostrou que não precisa dos outros para arquitetar seus planos diabólicos.
    Como qualquer livro de Dan Brown, está recheado de conspirações e temas polêmicos. Aqui discutimos e refletimos sobre a população que cresce descontroladamente. Tendo como base o Inferno de Dante, o cientista cria uma praga que causa esterilidade em aproximadamente um terço da população mundial, e isso é passado hereditariamente. Um terço da população sempre seria estéril. Essa foi a solução pensada por ele, uma praga efetiva que ao contrário da Peste Negra, que havia sido “boa”, mas que durara pouco, seria efetiva para sempre.
    O bom, é que conhecemos obras de artistas mais a fundo, uma coisa que eu aprecio nos livros de Dan Brown. Além de Florença, também conhecemos Veneza e um pouco de Istambul. Pessoalmente, como apreciador da obra-prima de Dante, não pude deixar de ler este livro. É ótimo para apresentar ao novo publico que a desconhece, e não decepciona em instigar a leitura dele.
    Minha nota é três de cinco pelos motivos resumidos já citados: O vilão me conquistou, pois ele venceu, e eu não gostei que só houvesse mocinhos com diferentes motivações. O que me desagradou foi todo o teatro que fizeram para o Langdon, com todo o lance do hospital e tudo mais. Mas é mais do mesmo, Dan Brown não evoluiu sua escrita. Outra diferença deste para os outros livros de Langdon é que já começa no meio (pois ele havia perdido sua memória). A conduta da mulher de cabelo espetado também é muito bizarra e anormal, sabendo da verdade após o fim. Nenhuma grande aventura espetacular acontece aqui.
    O fim do livro é chato e totalmente previsível, com “todos de mãos dadas para salvar o mundo”. E quase que o vilão também é do bem, pois a moça dos cabelos prateados não pretende reverter a situação, aparentemente. No mais, acredito que transmiti todos os meus pensamentos a respeito do livro. Aqui contém minha sincera opinião e espero que me desculpem se houver algum erro, tanto gramatical quanto em relação ao livro. Ademais, obrigado para quem leu até aqui!

  Abraços. 

Estranha sensação

  Encontrei esse conto meu no meu perfil do Nyah Fanfiction. Foi postado em Abril de 2012, fará três anos em breve.

  Não estava mais sentido um único musculo do meu corpo. O sol forte batia direto na minha cara. Não me lembro de nada, quem eu sou ou muito menos onde estou. Não tenho nada em minha mente, parece que eu acabei de nascer, mas tentei me erguer e comecei a caminhar em frente. Estava caminhando lento, pois minhas pernas estavam estranhas, e mesmo eu não me lembrando de muita coisa eu sabia que tinha algo errado comigo. Era a pior sensação do mundo.
   Andei por alguns minutos, quando senti um delicioso cheiro, só então percebi que estava com fome. Conforme aquele cheiro ficava mais forte, minha fome crescia e eu andava mais rápido. Não podia ouvir muito bem, mas eu ouvi grandes barulhos, que pareciam tiros. Eu estava em uma cidade, andando numa rua, e vez ou outra via uma pessoa passar, agindo estranhamente. Será alguma doença ou algo do tipo?
  Após virar uma esquina eu vi um amontoado de pessoas, e ai que o cheiro ficou mais forte. Era obvio que também estavam atrás da origem do que fosse. Em corri até lá quando alguma coisa atingiu a pessoa que estava ao meu lado e acertou minha mão também, felizmente eu não senti. A essa altura já não conseguia me controlar, uma fera tinha tomado conta de mim, e então e empurrei a multidão e tentei entrar no meio. Um homem estava caído no chão vermelho, e estava segurando uma arma, que apontava para mim e apertava o gatilho, mas parecia que a munição acabou.
  Vi que já tinha outros a sua volta, e mais outros se juntaram. Eu abaixei a cabeça e mordi sua perna, com uma força tão grande que eu até duvidaria se não fosse a fome. Era uma droga, o grito do homem, o cheiro da carne, todo o ambiente contribuía para eu sentir um indescritível prazer. Aquele sangue, aquela carne, quanto mais eu comia mais vontade eu tinha de continuar, e comer mais. Mas em menos de segundos seu corpo já havia sumido, deixado no lugar apenas alguns ossos e seus objetos. De repente, o cheiro surge novamente. E como em uma marcha andamos todos juntos para a próxima vitima.

É isso. Eu li novamente após tanto tempo e estou surpreendido, achei bacana a escrita e até com um alto nivel, pelo menos para um garoto de 14 anos na época.

Frequencia de postagem

  Bom, eu estou iniciando as postagens agora, e pretendo manter um ritmo. Muito material que eu vou postar aqui são "repostagens" de textos que eu já escrevi em outro lugar, ou mesmo tenho guardado em algum lugar aqui do computador ou em algum caderno perdido por aí. 
  Claro que eu pretendo postar coisas novas, e por isso vou tentar manter um ritmo de pelo menos três publicações por semana, ou uma quantia semelhante. Não pretendo escrever todo dia pois isso iria me consumir, dar uma responsabilidade desnecessária, coisa que eu não quero. A finalidade desse blog é descontrair sem medo, portanto essa é uma pressão que eu dispenso. 
  Pretendo colocar a data do material mais antigo, é sempre bom estar informado de como é possível mudar através dos anos e suas principais diferenças. Até em comunidades do Orkut eu tenho histórias! Se eu achar, eu posto.
  Abraços.

Eu sou Jovem, esta é minha Antologia

  Tenho 17 anos, e sou um cara desempregado, formado no Ensino Médio, procurando um emprego, mesmo tendo um pequeno empreendimento. Pretendo cursar Engenharia Civil em breve.

   Desde muito pequeno eu já demonstrava interesse em escrever, por maior que seja a bobeira. Sou um leitor assíduo, cinéfilo de carteirinha, geek assumido, gamer nas horas livres e um bom ouvinte da música aleatória.

   Pretendo postar nesse site tudo que me der vontade, textos de qualquer cunho, sejam contos, pensamentos, citações, relatos, e histórias. Antes de tudo é um lugar para mim mesmo, portanto espere apenas a minha sinceridade.

  Mexendo no Blog, achei uma autodescrição minha de 2011 (14 anos), quando eu iniciei um Blog de jogos com um amigo, veja só: Meu nome é Lucas, mas conhecido como Raphael. Eu sou o novo escritor do blog e estou fazendo esta postagem para vocês conhecerem um pouco do meu-eu! Tudo começou no meu aniversário de 2 anos, quando numa bela manhã de sol eu acordei com meus pais segurando uma grande caixa na minha frente. OMG! Era um SNES (Super Nintendo *-*)! Cresci jogando Super Mario World e Donkey Kong Country 3. Alguns dias após meu niver de 7 anos, meu pai me levou numa loja e la eu comprei meu primeiro console da Sony: PlayStation 1! Realmente foi muito bom para mim, passar tardes jogando, sem me preocupar com compromissos, ah! Nunca perdi o carinho dos meus consoles. O tempo passou e eu cresci, e passei a usar o computador como meio de diversão. Mas quando eu tinha 13 anos, no natal ganhei meu ps3! Minha paixão pelos games havia voltado com força total! E hoje não consigo passar um dia se quer sem jogar algo. Bem, a alguns anos atras, descobri o maravilhoso mundo do Rock! Portanto será dificil os meus videos sem o bom e velho Rock. Sou muito agitado (coisa que os jogos fizeram comigo), adoro ler e escrever e adorador fiel da saga Harry Potter, e fan de Uncharted e God of War.
 Sorte minha que eu mudei, mas ainda tenho orgulho de quem sou.

   Abraço, e boa leitura.